Cada núcleo com um elenco independente, mas que certamente devem se encontrar em edições futuras. E para além de personagens bem apresentados, outro elemento cativante está no desenvolvimento das tramas, estas sempre se encontram num tom mais leve, uma mistura bem dosada de ação com humor, mas que toca em questões contemporâneas importantes como imigração, relações humanas, violência, amizade, música, sexualidade, etc.
Também é vale ressaltar algumas influências possíveis de identificar na elaboração de Gea por Luca Enoch, primeiro esteticamente, na qual encontramos traços dos quadrinhos orientais em seu desenho, tanto em relação à composição de personagens, como elementos de linhas de ação ou a utilização de uma cartunização em passagens específicas mais cômicas. Além disso, temos também o clima das aventuras de Gea que transborda a juventude do final da década de 1990, durante a leitura é possível sentir o mesmo ritmo e conflitos adolescentes encontrados séries como Buffy a Caça Vampiros (e seu spin-off Angel), ou mesmo nas histórias da Garota Aranha, May “Day” Parker, lembrando que ambas mostram o ensino médio estadunidense no auge da era do videoclipe.