Biblioteca
Rodolfo Teófilo


A Biblioteca Rodolfo Teófilo reunirá em uma só coleção todas obras desse subestimado escritor, filantropo, cientísta e pensandor cearase.
O PAROARA — EDIÇÃO RESTAURADA
Nesta nova edição de O Paroara, de Rodolfo Teófilo, o texto foi cuidadosamente restaurado para aproximá-lo do leitor contemporâneo sem descaracterizar a linguagem original da obra.
A ortografia foi atualizada segundo o padrão atual do português, corrigindo-se também erros evidentes de impressão e transmissão. Ao mesmo tempo, foram integralmente preservados os regionalismos, o vocabulário sertanejo e cearense, os arcaísmos, os termos científicos e técnicos, os neologismos e todas as escolhas lexicais próprias do autor.
O objetivo desta edição não foi modernizar ou reescrever Rodolfo Teófilo, mas recuperar a legibilidade do texto mantendo sua voz, seu ritmo, sua atmosfera e sua identidade histórica.
Mais do que uma simples atualização ortográfica, esta edição representa um trabalho de preservação literária: devolver O Paroara ao público de hoje com maior clareza editorial, sem apagar as marcas linguísticas e culturais que fazem da obra um importante testemunho da literatura e da história do Ceará.
Capa mole
Papel Pólen 80g
Aprox. 320 páginas
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Conheça o autor

Rodolfo Teófilo
Rodolfo Marcos Teófilo (1853 - 1932), filho de Marcos José Teófilo e Antonia Josefina Sarmento Teófilo, foi um escritor brasileiro, cearense, de estética literária regional-naturalista, além poeta, documentarista, contista e articulista. Pobre e órfão, foi educado pelo Barão de Aratanha que o matriculou no Ateneu Cearense, contudo, deixou os estudos para ser caixeiro-viajante. Formado farmacêutico, em 1875, pela Faculdade de Medicina da Bahia, desenvolvendo logo o pendor para o cientificismo característico na sua obra.
Diplomado, comandou primeiro uma farmácia em Pacatuba, depois na Fortaleza. Foi mais tarde professor de ciências naturais na Escola Normal e membro de diversas sociedades culturais. Sua obra ficou marcada pela literatura naturalista em que é mostrada a seca no nordeste e os flagelados. Empreendeu, sem apoio governamental, uma campanha de vacinação contra a epidemia de varíola que se alastrava na cidade. Por causa disso, foi perseguido durante o governo de Antônio Pinto Nogueira Accioli, do qual era opositor, acusado de desmoralizar a autoridade que estava totalmente alheia ao sofrimento do povo cearense.
Tomou parte dos movimentos literários do Ceará, tendo pertencido, desde 1894, à Padaria Espiritual, entidade de fins literários e artísticos que se fundara em Fortaleza, dois anos antes, com o nome de “padeiro” Marcos Serrano. Foi historiador e romancista. Foi membro fundador da Academia Cearense de Letras. É considerado um dos principais expoentes da literatura regional-naturalista do Brasil e um dos maiores nomes da literatura do Ceará. Em sua homenagem, o Centro Acadêmico de Farmácia da Universidade Federal do Ceará tem o seu nome. Pioneiro do sanitarismo, teve a sua atuação publicamente reconhecida quando o Congresso Nacional lhe concedeu o título único de Varão Benemérito da Pátria. Lutou pela causa da libertação dos escravos, tendo sido um dos fundadores da Sociedade Libertadora Cearense (1880). Foi um grande Filantropo e ajudou poderosamente aos pobres vítimas das calamidades das secas, das epidemias de varíola e outras doenças que dizimaram milhares de nordestinos. Foi o Marcos Serrano da Padaria Espiritual, tendo presidido em 1898, na sua própria casa, as últimas reuniões daquela entidade. Foi sócio do Clube Literário. Colaborador de “O Pão” e de “A Quinzena”.
Foi Naturalista, ensaísta, historiador, romancista, contista, poeta. Pesquisou os fenômenos e a evolução das secas no Ceará e escreveu, descritas ou romanceadas, obras de valor indiscutível: A Fome (1890), Os Brilhantes (1895), Maria Rita (1897), Violação (1899), O Paroara (1899), Secas do Ceará - Segunda Metade do Século XIX (1901), História da Seca do Ceará - 1877/1880 (1922), Reino de Kiato (1922), Seca de 1915 (1922) e Seca de 1922. Sua produção poética está contida em Lira Rústica e Telésias, ambos de 1913, versos de feição popular. Escreveu ainda: Cenas e Tipos (1919), O Conduru (1910), Libertação do Ceará (1914), A Sedição do Juazeiro (1922), O Caixeiro (1927) e Coberta de Tacos (1931). Publicou Botânica Elementar e Ciências Naturais em Contos, além de outros títulos. Foi patrono da cadeira n° 33 da Academia Cearense de Letras.
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